Uma equipe de arqueólogos descobriu 17 pirâmides enterradas no Egito com a ajuda de imagens de satélites da NASA, segundo um documentário da BBC que será exibido na próxima segunda-feira.

Liderada pela pesquisadora americana Sarah Parcak, da Universidade do Alabama em Birmingham, a equipe já confirmou a existência de duas das pirâmides por meio de escavações.

A BBC, que financiou a pesquisa, divulgou nesta semana as descobertas antes de ir ao ar o documentário intitulado "As Cidades perdidas do Egito", que descreve os resultados e as técnicas utilizadas.

"Eu não podia acreditar na descoberta", disse Parack, citada pela BBC. "Escavar uma pirâmide é o sonho de todo arqueólogo", afirmou.

A equipe de pesquisa também encontrou mais de mil tumbas e três mil câmaras, segundo o relatório.

Imagens em infravermelho captadas pelos satélites a 700 km de altura revelaram a presença das estruturas abaixo da terra.

Os satélites utilizaram poderosas câmeras que podem "localizar objetos com menos de um metro de diâmetro na superfície da Terra", aponta o informe da BBC.

A densidade das construções de tijolos de barro colaborou com a tecnologia, pois foi possível ver claramente o contraste sob a camada menos sólida de terra.


 

 
 
 

A última vez que um submarino viajou com tripulação até a “profundidade desafiante”, o ponto mais fundo da Fossa das Marianas, a cerca de 11 mil metros abaixo da superfície, foi em 1960.

Agora, a façanha está prestes a ser realizada novamente. Os designers do submarino Triton 36.000 querem levar o homem ao local mais profundo do mundo mais uma vez.

Esse é um salto tecnológico para o Triton. Seus submarinos atuais são principalmente concebidos para cientistas e proprietários de iates e só mergulham a profundidades de cerca de mil metros.

Para mover a sua profundidade máxima por uma ordem de grandeza desse tamanho, a equipe teve ajuda da empresa Rayotek Scientific, que redesenhou o compartimento de passageiros do submarino com um novo tipo de material.

O vidro de borosilicato fica mais forte sob compressão, de modo que, quanto mais fundo o submarinho mergulhar, mais forte o vidro fica. Isso até certo ponto, é claro. Antes de levar a tripulação de três pessoas ao ponto mais profundo dos oceanos, o Triton terá que se submeter a testes de pressão pelo menos uma vez e três vezes a pressão da “profundidade desafiante”.

 
 

 

 
 
 

 
 
 
 
 
O Large Hadron Collider (LHC), é o mais poderoso colisor de partículas do mundo, e pode estar apenas a alguns meses de trabalho de encontrar uma nova partícula elementar – o sinal de uma nova força da natureza.

Os estudos estão focados no top quark (o mais pesado de seis quarks, blocos de construção fundamentais da natureza). Acredita-se que eles se comportam de maneira estranha quando são produzidos durante uma colisão entre prótons e antiprótons.

Basicamente, o top quark iria mais vezes em direção do próton do que do antipróton, mostrando uma “preferência” que ainda não tem explicação. E essa preferência sugere a existência de uma nova partícula, que não é prevista pelo modelo tradicional – ela seria uma espécie de mensageira de uma nova força que interage com esses top quarks.

Se a existência dessa partícula for comprovada, o modelo tradicional da física precisará ser alterado. Cientistas estimam que, se ela realmente existir, o LHC conseguirá provas ainda esse ano.


 

 
 
 

 

O buraco na camada de ozono, que protege a Terra dos raios ultravioletas do Sol, atingiu níveis recorde esta Primavera por cima do Árctico, alerta hoje a Organização Mundial de Meteorologia. A situação explica-se pela persistência de substâncias nocivas na atmosfera e por um Inverno muito frio.

“As observações efectuadas a partir do solo e através de sondas instaladas em balõe, bem como dados de satélite, revelam que a camada de ozono registou uma perda de 40 por cento na região do Árctico entre o início do Inverno e o fim do mês de Março”, explica a Organização Mundial de Meteorologia (OMM) em comunicado.

Já ontem, esta informação tinha sido avançada pela Agência Europeia Espacial (ESA).

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“O recorde anterior de destruição do ozono era uma perda de cerca de 30 por cento durante um Inverno”, precisou a organização, sediada em Genebra.

O buraco de ozono registado pelos cientistas explica-se, segundo a OMM, pela “persistência na atmosfera de substâncias nocivas para este gás e por um Inverno muito frio ao nível da estratosfera, segunda grande camada da atmosfera terrestre, situada acima da troposfera”.

Na Antárctica, o buraco na camada de ozono é um fenómeno anual recorrente, durante o Inverno e Primavera, devido às temperaturas extremamente baixas na estratosfera. No Árctico, as condições meteorológicas variam muito mais de ano para ano e as temperaturas são mais altas do que sobre a Antárctida. Por essa razão, “alguns Invernos no Árctico registam quase nenhuma perda de ozono”, salienta a OMM.

A camada de ozono, a 25 quilómetros de altitude, é formada por uma molécula de três átomos de oxigénio que reflecte os raios ultra-violetas. As condições meteorológicas por cima do Árctico mantiveram uma massa de ar gelado por cima da região. Em Março, quando a luz do Sol começou atingir as latitudes mais a Norte do planeta, produziram gases a partir dos clorofluorcarbonetos (CFC) que destroem as moléculas de ozono em moléculas de hidrogénio. Os CFC, que eram utilizados para latas de spray, por exemplo, foram banidos no século passado no âmbito do Protocolo de Montreal, de 1987, mas vão permanecer na atmosfera durante mais algumas décadas até serem completamente degradados.

A OMM estima que, graças a esse protocolo, a camada de ozono por cima das regiões polares volte ao seu nível de antes de 1980 por volta de 2030. Por seu lado, indica ainda a organização, o buraco na camada de ozono que se forma todas as Primaveras por cima da Antárctida, é um fenómeno que deverá persistir até 2045-2060. No Árctico, o regresso à normalidade chegará, provavelmente, dez a 20 anos mais tarde.

A exposição aos raios ultravioletas pode causar, no ser humano, cancros da pele, cataratas e uma alteração do sistema imunitário. Algumas culturas e espécies de fauna marinha também podem ser afectadas.

 


 

 
 
 
 
Dados enviados por satélite para a ESA (Agência Espacial Europeia), durante dois anos, possibilitaram o estudo preciso da gravidade do planeta Terra de uma forma inédita.

Os cientistas detêm agora um dos mais exactos modelos geoide (forma verdadeira do nosso planeta, que não é totalmente arredondado) do lugar onde vivemos.

A imagem foi divulgada durante uma conferência em Munique, na Alemanha.

 

O geoide é uma superfície projectada apenas se considerando a sua gravidade, sem a acção de marés e correntes oceânicas.

O modelo serve como referência para medir a movimentação dos oceanos, a mudança do nível do mar e a dinâmica do gelo, o que pode abrir precedente para entender com maior profundidade as alterações climáticas.

Além desses dados oceanográficos, também servirá para estudar a estrutura interna do planeta como, por exemplo, os processos que levam à formação de terramotos de grande magnitude como o que atingiu o Japão a 11 de Março. Do espaço, é praticamente impossível para os satélites observarem a dinâmica dos tremores visto que o movimento das placas tectónicas ocorre abaixo do nível dos oceanos.

Contudo, explica a ESA no seu site, os tremores costumam deixar um «rasto» na gravidade do planeta, o que pode ajudar no estudo do mecanismo de um terramoto e na sua detecção prévia.


 

 
 
 
Filamentos cósmicos que se propagam por anos-luz são criados por ondas de choque de explosões estelares, dizem europeus
 
Foto: ESA

Filamentos de gás observados no espaço pelo telescópio Herschel, em luz infravermelha

O Observatório Espacial Herschel, da Agência Espacial Europeia (ESA) descobriu sinais de choques sônicos – provocados pelo movimento de material acima da velocidade do som – em nuvens de material interestelar no interior da Via-Láctea.

A evidência dos choques são redes de filamentos gasosos emaranhados, onde cada filamento tem aproximadamente a mesma espessura dos demais. Eles são enormes, estendendo-se por dezenas de anos-luz, e o Herschel determinou que estrelas recém-nascidas são frequentemente encontradas em suas regiões mais densas. Um filamento fotografado pelo observatório conte, cerca de 100 estrelas-bebês.

Filamentos semelhantes em nuvens interestelares já haviam sido notados antes por outros observatórios de infravermelho, mas nunca haviam sido vistos com clareza, nem medidos. O Herschel agora demonstrou que, não importa o comprimento, a espessura do filamento é sempre aproximadamente a mesma, o que surpreendeu os cientistas.

Comparando as observações com modelos de computador, os astrônomos que analisaram os dados do observatório concluíram que os filamentos provavelmente foram formados pela passagem de ondas de choque supersônicas pelas nuvens interestelares. Essas ondas são produzidas pela energia liberada na explosão de estrelas, e se propagam pelo oceano rarefeito de gás que permeia a galáxia, comprimindo-o e arrastando-o pelo caminho.

Os pesquisadores, Doris Arzoumanian e Philippe André, do Laboratoire AIM Paris-Saclay, analisaram 90 filamentos e determinaram que todos têm cerca de 0,3 ano-luz de espessura, ou 20.000 vezes a distância entre a Terra e o Sol.

As nuvens interestelares são muito frias, com temperaturas e apenas 10 graus acima do zero absoluto, o que faz com a que a velocidade do som nelas seja bem baixa – cerca de 200 metros por segundo. Na atmosfera da Terra, essa velocidade é de 340 metros por segundo.


 

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